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Paraguai: um país de oportunidades para empresários e empreendedores

A burocracia e os altos encargos brasileiros têm levado os empresários e empreendedores do país a investirem no Paraguai. Nos últimos cinco anos, os brasileiros abriram sete de cada 10 indústrias no país vizinho. De acordo com a embaixada brasileira em Assunção, o total de empresas que pediram informação sobre o processo de transferência para o Paraguai cresceu 64% em 2017. Foram 445 consultas no ano passado, contra 272 em 2016. Este aumento de interesse é em grande parte incentivado pelos benefícios da “Lei Maquila”, que garante isenção dos impostos e taxas de importação para quem produzir no Paraguai e exportar seus produtos.

Além do incentivo da “Lei da Maquila”, outras premissas chamam a atenção dos empreendedores e empresários, como:

  1. País com necessidade de empregabilidade (oferta de mão de obra);
  2. Interessado na industrialização;
  3. Fatores de produção com custos reduzidos comparados ao brasileiro;
  4. Único país do bloco Mercosul reconhecido como subdesenvolvido (países importadores não pagam o imposto sobre a importação);
  5. Governo progressista, com visão empresarial.

 

 

Nos últimos dez anos, o Paraguai cresceu mais de 5% ao ano, a inflação média do período não chegou a 4% e a taxa de desemprego permaneceu em torno de 6%. Em todos esses indicadores, o Brasil perde para o país vizinho. Com a crise brasileira, a lucratividade das empresas brasileiras caiu bastante e elas passaram a ter problemas de caixa, de vendas e a transferência para o Paraguai se tornou questão de sobrevivência do negócio.

Outro benefício encontrado pelas empresas que migram para o Paraguai é o sistema tributário bastante simplificado. Nas cargas trabalhistas e previdenciária, a empresa paga ao governo 16,5% e o empregado, 9%. Além de o Paraguai ser um dos países com menor carga tributária do mundo, a produtividade média de um trabalhador paraguaio é 30% maior do que a de um brasileiro. Há também uma grande diferença entre os direitos trabalhistas em cada país. A jornada de trabalho, por exemplo, no Paraguai é de 48 horas semanais contra apenas 44 horas no Brasil. O trabalhador paraguaio só tem direito há 30 dias de férias por ano, a partir do décimo ano de trabalho na mesma empresa, até o quinto ano, são apenas 12 dias de descanso, por exemplo.

As empresas que se enquadram na “Lei da Maquila” tiveram um grande aumento no número de exportação nos últimos anos, um crescimento de US$ 134,5 milhões em 2013 para US$ 369,5 milhões em 2017, segundo levantamento do Ministério da Indústria do Paraguai. Dessas empresas conhecidas como maquiladoras paraguaias, 69% têm origem brasileira, 17% são paraguaias e 8% argentinas. Resultado que comprova que os empresários brasileiros, entre todos os da América do Sul, são os mais dispostos a investir no Paraguai.

De acordo com Alexandro Ferreira, Gestor de Fiscal and Tax Intelligence da Asia Shipping, essas são algumas justificativas que levam o Paraguai receber anualmente diversas empresas nacionais. “O baixo custo com os fatores de produção, a desoneração na importação somado aos benefícios do regime de maquila e da zona franca global, oferecem às empresas um fator de extrema competitividade estratégica o que torna o Paraguai uma possibilidade de plataforma para exportação”, explica.

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