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Importações brasileiras cresceram 16% nos primeiros meses de 2018

 

Com a recuperação da economia brasileira e do investimento e consumo interno, as importações estão crescendo não apenas em valor, mas também em quantidade. Entre janeiro e abril deste ano, as compras do Brasil avançaram 16% (para US$ 54,2 bilhões), em comparação aos mesmos meses de 2017, crescimento muito maior que a valorização de 5,23% do dólar em relação ao real, durante o mesmo período, o que indica o aumento no volume de produtos que entraram no País.

Entre os produtos que tiveram maior aumento das importações no primeiro quadrimestre deste ano estão os aparelhos transmissores e receptores (+10,6%, para US$ 2,491 bilhões); óleos combustíveis (+59,3%, para US$ 2,421 bilhões); peças de automóveis e tratores (+29%, para US$ 2,103 bilhões); circuitos integrados e eletrônicos (+22,5%, para US$ 1,585 bilhão); óleos bruto de petróleo (+82,5%, para US$ 1,335 bilhão); automóveis (+66,3%, para US$ 1,317 bi); veículos de carga (+58,8% para US$ 681 milhões); instrumentos médicos (21,8%, a US$ 469 milhões), de acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).

Após três anos em queda, a indústria nacional está em plena recuperação de suas atividades e investimentos, o que reflete diretamente no aumento das importações. Entre os maiores investimentos das empresas estão a compra de bens de capital, como máquinas e equipamentos, que cresceram 23,2% nos primeiros quatro meses do ano em relação ao mesmo período de 2017, atingindo a marca dos US$ 6 bilhões. É importante lembrar que a valorização do dólar ainda não teve grande impacto sobre o valor dos produtos importados nos primeiros quatro meses deste ano, visto que a maioria das encomendas feitas pelas empresas é realizada com bastante antecedência, em média seis meses.

O aumento das compras de produtos laminados de ferro e aço (+42,7%, para US$ 479 milhões), partes de automóveis e tratores e veículos de cargas demonstram incremento na atividade industrial e renovação de equipamentos. Outra elevação, que também representa a recuperação industrial no país, é a compra de mais circuitos integrados e eletrônicos e máquinas automáticas para processamento de dados (+ 37,9%, para US$ 436 milhões).

Já o acréscimo nas entradas de óleos brutos de petróleo, combustíveis e gás natural (+ 57,6%, para US$ 450 milhões) refletem a expansão do consumo, tanto das famílias, como das empresas, mas principalmente da indústria. Esse aumento significa que as companhias estão utilizando mais combustível para o funcionamento de máquinas, equipamentos, geradores, entre outros. Mesmo com o aumento do preço desses produtos, o aumento de mais de 50% significa maior volume, mais uma prova do reaquecimento da economia.

De acordo com a Asia Shipping, a tendência é que nos próximos meses o dólar sofra diversas alterações e afete as importações. “Com essa volatilidade do câmbio, os importadores estarão mais suscetíveis nos próximos meses. A moeda americana tende a se valorizar não somente em relação ao real, devido às eleições, mas também em comparação com as moedas dos demais países, já que o capital dos EUA está mais atrativo diante da alta dos juros. ”, explica.

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