Pular para o conteúdo
Mercado
Últimas notícias
Brasil
Mundo

Comércio global é prejudicado e tem perspectivas ruins após surto de COVID-19

O surto da COVID-19 em diversos países não é apenas uma crise global da saúde, mas afeta também o comércio e a economia global. O impacto é cada vez maior, visto que a doença chega em novas regiões, e será sentido no curto e no longo prazo. Todos os setores da sociedade foram afetados pelo surto – incluindo a comunidade empresarial internacional. A instabilidade cambial e as incertezas quanto à trajetória da economia global criam um ambiente desfavorável para o comércio exterior.

A epidemia do COVID-19 se tornou uma pandemia e as projeções mais pessimistas são de queda no comércio mundial. A queda de produção e paralisação na China, maior fornecedora nas principais cadeias globais, causou grande redução na demanda mundial. E com o avanço do COVID-19, nenhuma nação está imune aos efeitos negativos da crise. No Brasil, foi percebido redução de importação de produtos chineses em alguns setores como tecnologia, peças para veículos, circuitos integrados, entre outros.

As previsões sobre os efeitos e a duração da pandemia do COVID-19 não são consensuais. Com diminuição no número de casos, alguns consideram que a China irá se recuperar no segundo semestre, outros que os efeitos podem levar a uma nova recessão global, já que outros países estão em situação de emergência e em quarentena. No Brasil, as reformas legislativas que prometiam uma recuperação comercial estão em espera e as turbulências políticas afetam a trajetória cambial, com o dólar batendo recordes diariamente. No momento não há sinais positivos no comércio mundial.

Diante de algumas medidas para incentivar a economia perante a crise do Covid-19, a Camex (Câmara de Comércio Exterior) decidiu zerar as alíquotas de 50 produtos de uso médico-hospitalar até o final de 2020. O benefício inclui produtos como álcool em gel, máscaras cirúrgicas e respiratórios de reanimação. A lista, elaborada diante das necessidades atuais do país, abrange produtos que tiveram importações de aproximadamente US$ 1,3 bilhão (R$ 6,65 bilhões) em 2019. Alguns produtos, como luvas médico-hospitalares, eram tributados a alíquotas que chegavam a 35%. A liberação dessas mercadorias pela alfândega para a entrada no país também foi facilitada.

A maior integradora logística da América Latina, Asia Shipping , diante da pandemia do COVID-19, está trabalhando em regime de contingência e parcialmente via home office, porém pronta para o atendimento aos clientes para receber documentações e liberações de cargas, além de monitorar de perto a situação de parceiros como os armadores.  “Nosso objetivo principal é lidar com prudência diante da situação atual, ao mesmo tempo estarmos preparados para possíveis emergências”, afirma a empresa que tomou medidas em todas suas filiais pelo mundo.