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Cabotagem

Cabotagem é opção para diversificação da matriz logística brasileira

Um dos maiores países do mundo, o Brasil está em busca  de soluções para a logística interna de mercadorias. Com qualidades como sustentabilidade, segurança, menor risco de danos e custo reduzido, a cabotagem se tornou uma das principais alternativas para as empresas brasileiras que querem aprimorar e economizar na sua distribuição.  Assim, o transporte entre portos tem crescido, principalmente em rotas mais longas. Na última década, este modal apresentou um progresso de 10% ao ano e no primeiro semestre de 2018, essa expansão foi ainda maior, atingindo os 13%, segundo a Revista Porto e Navios.

Apesar do crescimento, a cabotagem ainda é pouco utilizada no Brasil, representando apenas 11% do transporte de carga no país, de acordo com o BNDES, e ainda não recebe a devida atenção, apesar de poder ser realizada por diversos meios como mares, rios e lagos e contar com 46 embarcações de última geração , conforme Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem.

Com foco principal no transporte de cargas entre portos do mesmo país, principalmente de contêineres, este modal oferece bons resultados e gera diversos benefícios para as empresas, seus parceiros e clientes. As vantagens econômicas da cabotagem, como menor consumo de combustível por tonelada transportada, menor custo por tonelada-quilômetro transportado e reduzido registro de acidentes, tornam este modal ainda mais interessante. Além de que, o menor consumo de combustível por tonelada-quilômetro transportado tem como consequência menor emissão de poluentes, um benefício ambiental.

Tão benéfica para a matriz logística brasileira, a cabotagem foi tema de reunião entre o Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma) e o Ministério de Infraestrutura no final de janeiro. O encontro discutiu a situação atual e entraves, como a falta de subsídio e investimento, para o desenvolvimento do modal no Brasil a fim de encontrar possíveis soluções.  Durante a reunião, que ainda terá prosseguimento, foram discutidos temas como a criação de uma agência reguladora exclusiva para o transporte aquaviário, criação de uma diretoria de navegação e hidrovias, livre comércio entre Mercosul e União Europeia e o Ministro Tarcísio Gomes de Freitas reconheceu a importância da navegação e da cabotagem para economia brasileira para equilibrar a matriz de transportes do país. Pois, com a cabotagem consolidada, os portos, armadores, produtores e comerciantes de todo o país são beneficiados, além de que o país poderá diversificar a sua matriz logística e se desenvolver ainda mais economicamente.

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